9 de nov de 2012

Ventos do Norte e Sul (Leste e Oeste) III


(Brasil - 14/10/2012) 
STF discute quantos réus serão mandados à prisão por corrupção! 

(Brasil - 07/11/1982) 
Açominas acusada de corrupção por colaborar com Eliseu Resende! 

(Portugal - 06/09/2012) 
Portugal sem progressos no combate à corrupção! 

(Portugal - 29/11/2004) 
Escândalos públicos dão má imagem de Portugal! 

(Índia - 17/08/2011) 
Milhares vão às ruas contra a corrupção na Índia! 

(Índia - 18/10/2005) 
Sem corrupção, PIB da Índia poderia ser 1 ponto percentual maior! 

Suspeita de corrupção na impressão de cédulas na Austrália! 

Corrupção na China ainda é um problema muito grave! 

O Alto Custo da Corrupção na África! 

O governo de Stálin, embora tenha transformado a União Soviética em uma potência, foi marcado pelo autoritarismo, ditadura, falta de liberdade e corrupção! 

Ex-primeiro-ministro francês detido para ser ouvido por suspeita de corrupção! 

Em 18 de Junho de 1972, o jornal Washington Post noticiava na primeira página o assalto do dia anterior à sede do Comitê Nacional Democrata, no Complexo Watergate, na capital dos Estados Unidos. 

Emmanuel Sieyès, um dos idealistas da Revolução Francesa, insatisfeito com a corrupção generalizada no Diretório, estava à procura de alguém que o ajudasse a depor o governo. 

Corrupção no Brasil tem origem no período colonial 

Por volta do século III, o império romano passava por uma enorme crise econômica e política. A corrupção dentro do governo e os gastos com luxo retiraram recursos para o investimento no exército romano. 

Há papiros que descrevem casos de corrupção no Primeiro Período Intermediário da Antiga Civilização Egípcia. 

“O primeiro homem que cercou um pedaço de terra, que veio com a ideia de dizer “isto é meu” e encontrou gente simples o bastante para acreditar nele, foi o verdadeiro fundador da sociedade civil. Quantos crimes, guerras e assassinatos derivam desse ato! De quanta miséria e horror a raça humana poderia ter sido poupada se alguém simplesmente tivesse arrancado as estacas, enchido os buracos e gritado para seus companheiros: “Não deem ouvidos a este impostor. Estarão perdidos se esquecerem que os frutos da terra pertencem a todos, e que a terra, ela mesma, não pertence a ninguém”! 
(Jean Jacques Rousseau in Discurso sobre a origem das desigualdades. LP&M Editores, 2008.)


Postado originalmente no Noite e Dia.

7 comentários:

V.H. de A. Barbosa disse...

Corrupção e natureza humana. Tudo a ver.

Daniel Ricardo Barbosa disse...

Tendo trazido à memória os "homens e porcos" de Orwell, tanto o seu comentário, quanto o último post que publicaste no Ruinaria, levaram-me a inquirir o quão difícil pode ser distinguir seres humanos e ratos, numa Veneza submersa. A distinção já é complicada sem canais transbordados, tendo como filtro o "smog" que nos submerge corriqueiramente!
Em "Sem Olhos em Gaza", Huxley propõe uma questão: seria a verdadeira natureza humana, como muitos defendem em detrimento a "civilização", aquela dos selvagens em suas tribos e do "homem primitivo"; ou verdeira natureza humana será aquela que um dia talvez possamos definir como "aperfeiçoada"?
O autor diz que não poderíamos nunca considerar verdadeira a natureza representada pelos nossos antepassados pré-históricos, "selvagens" e canibais.
Também não podem ser consideradas verdadeiras as máscaras que atualmente usamos para jogar nossos jogos mesquinhos, e que, por fim, nos levam a não distinguir homens, ratos e porcos. Tal estado seria intermediário.
À verdade, embora moldada pelas circunstâncias das delongadas estações que vivemos, junta-se o caráter do que é definitivo. A partir que se ultrapassa determinado ponto, pode-se avançar moldando novas formas, insistir à exaustão em determinado modelo, mas não é possível ressuscitar o passado dando corpo ao que então não passaria de longínquo espectro.
Segundo Huxley, agora em "Fogo Fátuo", portanto, a verdadeira natureza humana não foi abandonada no passado e não é o intermediário que se afigura no presente, mas sim uma "índole" ou "posição" que ainda não assumimos, latente, aperfeiçoada, que um dia possivelmente alcançaremos, mas também superaremos no decorrer dos séculos, aproximando-nos cada vez mais da efêmera Verdade.
Seguindo tal linha de pensamento, "porcamente" esboçada nesse comentário, ainda não conhecemos a verdadeira natureza humana.

Mas confesso que atualmente o meu otimismo escapa em torrente e não sei se dele ainda me resta alguma gota para ordenar os pensamentos em ideias (ideais?) simplistas e dar alguma coerência ao caos. Procuro me segurar aos "Sem Olhos em Gaza","Fogo Fátuo", "A Montanha Mágica", que releio ou encontro por aí, mas a "República de Ratos e Homens" é, realmente, na maior parte do tempo, mais pungente do que os acervos dos sebos.

Daniel Ricardo Barbosa disse...

a partir do momento em que se ultrapassa determinado ponto... ***

Anônimo disse...

Besteira metafísica. A natureza humana não tem começo primitivo, estado intermediário, fim aperfeiçoado. Tudo se mistura e bagunça no meio da lama.

Daniel Ricardo Barbosa disse...

Pode até ser besteira amigo Anônimo! Mas não de todo.
Para começar, qual ponto de vista se usa para julgar alguém "aperfeiçoado" ou, como dizem os místicos, "evoluído"? Creio se tratar de definição puramente subjetiva.
Mas suponhamos que os seres humanos todos um dia alcancem uma ética livre de críticas. Dali por diante eles certamente poderão aperfeiçoar tal ética, mas aquele ponto pode ser considerado definitivo. Há contornos razoavelmente nítidos que possibilitam ao observador tecer suas considerações. Acredito que nada seria capaz de levar as pessoas de volta "às trevas" (por falta de melhor expressão na memória).
Antes de o ser humano alcançar (se um dia alcançar) tal ética livre de críticas, no entanto, penso ter razão o Aldous Huxley, ser passível de debate o ato de atribuir caracteres definitivos à Natureza Humana, pois falamos de algo em constante transformação, mutável, portanto, indefinido.
A corrupção, por exemplo, nos acompanha desde antes do Antigo Egito, como foi abordado no post. O Victor está certo em atribui-la à natureza humana, visto que nós a praticamos há tanto tempo que até já lhe arrumamos alguns apelidos carinhosos ("jeitinho brasileiro", por exemplo).
Por outro lado, não seria incoerente escrever novo post, que abordasse matérias publicadas na Internet a respeito de acontecimentos ao longo da História marcados pela incorruptibilidade não de estudiosos da ética, filosofia, literatura, mas pessoas simples, povos, nações, civilizações, tribos.
É verdade que a corrupção, entre outras características, marcou a natureza humana em determinadas épocas e nos segue por gerações a fio, como aludiu o Victor; mas, como Aldous Huxley, acredito - ou procuro acreditar para não desistir de qualquer ato e não permanecer simplesmente inerte sobre a cama -, não é algo definitivo ou constituinte da nossa natureza. Estando em incessante transformação, só poderemos conhecer e falar científica, física ou metafisicamente sobre a verdadeira natureza humana, quando e se um dia ela adquirir contornos menos inconstantes.

Anônimo disse...

"de volta às trevas", "evoluído", "aperfeiçoado". Tudo isso e mais ainda leva o debate ao "ponto de vista" dos místicos ou adoradores de mitos.

Daniel Ricardo Barbosa disse...

Engana-se Anônimo! Ao usar as expressões por você mencionadas, estava eu a pensar no "O Coração das Trevas", de Joseph Conrad. Boa leitura tanto para aqueles que veem na "moderna civilização" o ápice do progresso, quanto para os que pensam que as tribos indígenas ou "primitivas civilizações" viviam livres de todos os "males" que atualmente nos acometem, por serem mais autênticos ou "naturais". Eu mesmo já assim o pensei, como se fora possível dissociar, em qualquer momento da História, Homem e Natureza!