29 de mar de 2010

Online II


Subitamente o seu cérebro passou a sugar hábitos doentios de toda a densidade da atmosfera. Talvez ele tenha se habituado, por constante prática, a só memorizar as informações as transpondo anteriormente através de um filtro composto por suas experiências traumáticas.

Tudo o que se dizia, qualquer reação ao seu redor, fosse qual fosse a ação, havia sempre o questionamento pejorativo que o levava ao conceito ácido e consequente efeito de querer se isolar, sumir, morrer. Ele não conhecia maneira de se libertar de tal vício e nem sequer podia dizer se realmente quereria se ver liberto.

As possibilidades apresentadas pela mente bem que podiam espelhar a realidade; e quase sempre espelhavam! O vício o livrava do mal da frustração. É certo que também assassinava a pureza, mas... quem não sofre todo tipo de tormentos sendo puro? A pureza se tornou uma utopia que jaz sem forças para revirar o corpo dentro do caixão em que a pós-modernidade a encerrou.


(trecho do livro "Online", que descansa na gaveta, à espera de tempo livre, inspiração, sorte.)

2 comentários:

V.H. de A. Barbosa disse...

Interessante, vou pesquisar sobre!

Abraços

Anjo Lindo e Loiro disse...

THE DEATH OF PASÁRGADA??????????? Esse titulo tem algo muito familiar para mim, pq será???
Pasárgada nunca morrerá, por que existe uma dentro de cada um de nos!! Falando em On_line não é difícil saber que a Pasárgada pode ser só um paraíso virtual!! rsrsrs
Saudades da Aline...e dos seus posts!!! Beijoss