26 de out de 2009



I

Alimentar do lixo ingerido
animal morto e refogado
- fumaça nas chaminés
das indústrias – cigarro
plástico nas águas dos
rios.


II

Meus pensamentos flutuam
junto ao lixo sobre superfície
de águas podres
- e já disseram qu'estas linhas
cheiravam a flores!


III

Os campos não são tão
verdes
como verdes campos
que o homem
não tocou.


IV

Seria seu aquele
cocô
boiando alegremente
despejado pelo canal
fluvial?


V

Não me perguntes nada
me calo
como as árvores
afrontadas
pelo lenhador.


VI


E sugas até a gota
a flacidez do seio inerte
antes que vermes infertilizem
o solo
antes que a foice
o sangue derrame
decepe todos os sonhos
decrete
nem seio nem nada
pereço
portanto
imponho
perecer.

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