11 de ago de 2008


Sob a dúvida
Retoma a forma
espectro do passado.
Nada sou
Tudo sou.
Nada temo
Tudo temo.
Tempo que separa os corpos,
Tempo que projeta a sombra.

A sombra do que fora sempre ronda
Sonhos sobrevivem na fumaça do cigarro
Vivo do que já vivi.
Agitação faz nascer flores já vistas
Não há raízes na impermanência 
que exige a loucura.
Só importa o vazio preenchido
Só importa a estória tola 
que dá esquecimento.
Só importa regar inutilmente a flor
já seca e morta
Seco e cada vez mais perto da morte.

Sozinho aprender a paciência
Nada ser
Forma espectral que revisita o passado.
Tudo ser
Forma impermanente que dói e clama.

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