10 de ago de 2008


Sob o manto negro,
E a vigília de olhos que desconheço,
Reconheço o limite da coragem,
Reconheço abismo, sentimentos, princípio.
Hoje não acredito no ser humano,
Hoje não acredito em felicidade,
Hoje só desesperança acompanha desespero,
E tristeza junção de todos os demônios.
Pairo sobre lembranças,
Ouço palavras,
Vejo cores em imagens já vividas,
Dou-lhes vida.
Mas desejava apenas pairar distante,
Distante e só e sem memória,
Flutuando num céu azul-cobalto,
Trovejando a inércia da terra abaixo.
Hoje não creio no amor,
Hoje não creio em sonhos,
Hoje não creio em olhares,
E vaza-los-ia se soubesse a quem pertencem.
E desistiria de tudo,
Se tudo não passasse de ilusão,
Entre estas paredes frias,
Entre segredos de concreto.
Prisão,
Nulo,
Ilimitar coragem,
Girar os pés da direita para a esquerda,
Quisera crer no inexistir futuro.

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