8 de ago de 2008


Quero pisar na terra com os pés descalços,
E no meio da rua, sem camisa, dançar,
Sentir a textura das pedras daquela calçada,
E girar como se mais nada existisse.
Vento nos cabelos, sol a aquecer o rosto,
Sentir a chuva escorrer pelo corpo,
enxurrada,
poeira acumulada pelos anos
escorrendo.
Quero cantar hinos antigos,
Ouvir e espalhar canções remotas,
Das quais ninguém mais lembra.
E enquanto tudo se dá,
Não pensar,
Não pesar,
O que está à espreita da terra sagrada.
Escondido,
Surgindo da escuridão,
Tão tenebroso quanto o próprio terror,
Tão tenebroso quanto o próprio terror.
Que o meu medo o espante!
Que o meu medo o espante!

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