24 de mar de 2008

"De Vagões e Vagabundos"

Jack London trabalhando nos manuscritos de "The Sea Wolf", 1906, Glen Ellen, Califórnia. Fotografia de autoria desconhecida.

É sempre envolvido em paradoxo e sentindo estupor que leio a obra de Jack London. Tanto os livros que  o ícone dos "malucos de rodovia" escreveu e são descritos como literatura infanto-juvenil, quanto a chamada "obra adulta", espantam-me tremendamente.

Aliás, enquanto críticos ou literatos sentem necessidade de rotular, talvez para facilitar o seu trabalho, eu prefiro não diminuir Jack London o quadrando em gêneros. Basta ler qualquer que seja a edição do "O Chamado da Floresta", por exemplo, para perceber que o autor não dialogava apenas com infantos ou juvenis. Pode-se ler o estupendo "Martin Éden" e sentir a mesma força jorrar das linhas do "Caninos Brancos".

“... quanto a maiores detalhes, esta testemunha declara-se muda, embora possa-se desconfiar que o seu exultante patriotismo tenha se evaporado um pouco e vazado por alguma fresta no fundo de sua alma – pelo menos, desde que passou por certas experiências, ela se deu conta de que se interessa muito mais por homens, mulheres e crianças do que por fronteiras geográficas imaginárias...” 

("De Vagões e Vagabundos". Editora L&PM, 1997.)

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